Neste banco de jardimEm que te amei e fui feliz
Chega-me um aroma ameno,
Num vento calmo e sereno,
Que sussurrando me diz:
- Tudo é efémere...
Eu sorrio.
Mas as cores do meu sorriso
Secam-se nas águas de um rio.
Crespados, agora,
Pelo sol, taramelando, delirante:
- Nada é para sempre, nada é constante!
E no meu olhar de descrença
E de (pensava eu) anciã sabedoria,
Vejo como certa a pertença.
O coração chora, todavia…
Folha rubra exangue, a gotícula sentida:
- Nada é certo na vida!
Gela-se-me então todo o ser
Sem cor, sem sangue, sem vida. Sem nada!
O banco do jardim?
Desgastou-se com o tempo, mestre em corroer.
O amor que lá havia?
- Tudo tem que morrer, um dia...
Fotografia e texto: Seeker 2005
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